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A “carne crescida” no olho tem tratamento — e tem como reduzir as chances de voltar.

No Instituto VISY, a cirurgia de pterígio é feita com membrana amniótica e cola biológica: sem pontos incômodos e com muito menos chance de a carne crescer de novo.

Olho após a cirurgia: esclera branca e córnea transparente
Olho com pterígio: tecido avermelhado crescendo do canto interno sobre a córnea
AntesDepois
Arraste para comparar. Cada caso é avaliado individualmente e os resultados variam.

O que é Pterígio?

Pterígio é aquele tecido esbranquiçado ou rosado que começa no canto interno do olho (o lado do nariz) e vai crescendo, aos poucos, em direção à córnea — a parte transparente por onde a luz entra. É o que muita gente conhece como “carne crescida”.

Ele aparece principalmente em quem passa muito tempo no sol, no vento, na poeira ou em ambiente seco. O olho se defende dessa agressão criando tecido novo, e esse tecido acaba invadindo a superfície do olho.

No começo, o incômodo é estético e a vermelhidão vai e volta. Com o tempo, pode dar sensação de areia, ardência, olho vermelho constante e, quando avança sobre a córnea, começa a distorcer a visão (astigmatismo) e até cobrir o eixo visual.

A parte mais importante: pterígio não some com colírio. Colírio alivia o sintoma; quem retira a carne é a cirurgia. E o que decide o resultado não é só retirar — é como a área raspada é coberta depois.

Em termos simples

Em termos simples

Pterígio
O nome técnico da “carne crescida”: tecido da conjuntiva que avança do canto do nariz para cima da córnea.
Recidiva
Quando a carne volta a crescer depois da cirurgia. É justamente essa chance que a técnica com membrana amniótica busca reduzir.
Membrana amniótica
Um tecido natural, fininho e transparente, usado como uma “segunda pele” para cobrir a área raspada. Ela acalma a inflamação e ajuda o olho a cicatrizar do jeito certo.
Cola biológica
Cola cirúrgica que fixa a membrana no lugar sem precisar de vários pontos. Menos ponto = menos incômodo, menos coceira e menos inflamação.

Para quem é indicado?

A indicação nunca é automática. Ela depende de um conjunto de fatores avaliados em consulta:

  • Carne crescida visível, que aumentou nos últimos meses
  • Olho vermelho com frequência, ardência ou sensação de areia
  • Tecido que já começou a avançar sobre a córnea
  • Piora do grau ou astigmatismo causado pelo pterígio
  • Incômodo estético que atrapalha sua autoestima
  • Dificuldade para usar lente de contato por causa do tecido

Nem todo paciente tem indicação para este procedimento.

Quem pode não ter indicação?

Existem situações em que o procedimento pode não ser indicado. A lista abaixo é informativa e não substitui a avaliação médica:

  • Infecção ativa no olho ou na região ao redor — trata-se primeiro, opera depois
  • Inflamação aguda intensa, que costuma ser controlada antes da cirurgia
  • Condições de saúde geral descompensadas, que precisam de liberação clínica
  • Pterígio muito pequeno, sem sintoma e sem crescimento: pode ser apenas acompanhado

Como é a cirurgia, passo a passo

A cirurgia é feita com anestesia local, com o olho totalmente anestesiado, em ambiente cirúrgico e sob microscópio. Você fica acordado e não sente dor durante o procedimento.

Close-up de olho com pterígio crescendo do canto interno em direção à córnea
Imagem ilustrativa. Cada caso é avaliado individualmente.

Etapa 01

Avaliação: até onde a carne já cresceu

Antes de qualquer coisa, o exame define o tamanho do pterígio, se ele já invadiu a córnea, o quanto está inflamado e se já está mexendo no seu grau.

Essa avaliação é o que decide o momento da cirurgia. Pterígio pequeno e sem sintoma pode ser acompanhado; pterígio que cresce, incomoda ou avança sobre a córnea tem indicação cirúrgica — e quanto mais cedo, mais simples é a cirurgia e melhor tende a ser o resultado visual.

  • Mede o quanto o tecido já avançou sobre a córnea
  • Avalia astigmatismo causado pelo pterígio
  • Define entre acompanhar ou operar
Microcirurgia ocular: remoção do tecido do pterígio sob microscópio cirúrgico
Imagem ilustrativa. Cada caso é avaliado individualmente.

Etapa 02

Remoção e limpeza da córnea sob microscópio

Com o olho anestesiado, o tecido do pterígio é removido por completo, inclusive a parte que já estava aderida à córnea. Essa região é raspada e polida com delicadeza, até a superfície voltar a ficar lisa e transparente.

Todo o trabalho é feito sob microscópio cirúrgico, porque estamos falando de frações de milímetro. Retirar bem, sem deixar “raiz” de tecido, é o primeiro passo para diminuir a chance de a carne voltar.

  • Anestesia local: você não sente dor durante a cirurgia
  • Remoção completa do tecido, inclusive sobre a córnea
  • Superfície da córnea regularizada sob microscópio
Membrana amniótica sendo posicionada sobre a superfície do olho durante cirurgia de pterígio
Imagem ilustrativa. Cada caso é avaliado individualmente.

Etapa 03

Cobertura com membrana amniótica + cola biológica

Depois da raspagem, sobra uma área “crua” na superfície do olho. Se essa área ficar exposta, ela cicatriza de qualquer jeito — e é justamente aí que a carne encontra espaço para crescer de novo.

Por isso a área é coberta com membrana amniótica: um tecido natural, transparente e fininho, que funciona como uma barreira protetora. Ela abaixa a inflamação, dá conforto e orienta o olho a formar uma cicatriz lisa e organizada, em vez de tecido novo invadindo a córnea.

A membrana é fixada com cola biológica, sem depender de uma série de pontos. Isso muda a experiência do paciente: o olho fica bem menos irritado, coça menos e o pós-operatório é mais tranquilo.

  • Barreira que dificulta o retorno da carne (recidiva)
  • Fixação com cola biológica: sem pontos incômodos
  • Menos inflamação, menos vermelhidão e mais conforto
  • Cicatrização mais lisa e estética, olho mais branco
Olho com superfície branca e córnea transparente após tratamento
Imagem ilustrativa. Cada caso é avaliado individualmente.

Etapa 04

Cicatrização, acompanhamento e proteção

Nos primeiros dias, o olho fica vermelho e sensível — isso é esperado. A membrana vai se integrando e a superfície do olho se refaz por baixo dela.

O acompanhamento nas semanas seguintes é parte do tratamento: é nele que ajustamos os colírios anti-inflamatórios e confirmamos que a cicatrização está seguindo o caminho certo.

E tem a sua parte: óculos de sol com proteção UV e lubrificante viram hábito. O sol é o principal gatilho do pterígio, então proteger o olho é o que sustenta o resultado a longo prazo.

  • Retornos programados para acompanhar a cicatrização
  • Colírios ajustados de acordo com a sua evolução
  • Óculos de sol e lubrificação: proteção que reduz o risco de recidiva

Como é a recuperação?

  1. Primeiras 24 a 48 horas

    Olho vermelho, lacrimejando e com sensação de areia. Repouso, colírios nos horários e nada de coçar o olho. A maioria das pessoas descreve incômodo, não dor forte.

  2. Primeira semana

    A vermelhidão começa a diminuir e o conforto melhora bastante. Sem piscina, mar, academia pesada, poeira e maquiagem nos olhos. Óculos escuros passam a ser seu melhor amigo.

  3. 2 a 4 semanas

    O olho vai clareando de forma progressiva e as atividades voltam gradualmente, conforme a liberação em consulta. A membrana já está integrada à superfície.

  4. 1 a 3 meses

    É o período em que a cicatrização amadurece e o aspecto final aparece: olho mais branco e superfície regular. O uso de proteção solar e lubrificante segue como cuidado permanente.

A evolução varia de paciente para paciente.

Todo procedimento médico possui riscos.

Como toda cirurgia, existem riscos: inflamação prolongada, vermelhidão que demora a ceder, alteração na cicatrização e, mesmo com a melhor técnica, a possibilidade de recidiva — a carne voltar a crescer. A membrana amniótica com cola biológica reduz muito essa chance, mas não elimina o risco por completo, e seguir os colírios, os retornos e a proteção solar faz diferença real no resultado. Todos os riscos do seu caso são explicados em consulta, antes de qualquer decisão.

Fechar direto com pontos ou cobrir com membrana amniótica?

Comparativo entre Sutura simples e Membrana amniótica + cola biológica
CritérioSutura simplesMembrana amniótica + cola biológica
Cobertura da área raspadaA conjuntiva é aproximada e costuradaA área é coberta por um tecido natural protetor
PontosVários pontos na superfície do olhoFixação com cola biológica, praticamente sem pontos
Conforto no pósCostuma coçar e incomodar maisBem mais confortável nos primeiros dias
Chance de a carne voltarMaior risco de recidivaRisco de recidiva bem menor
Aspecto finalCicatriz pode ficar mais aparenteCicatrização mais lisa, olho mais branco

A escolha da técnica é sempre individual e definida em avaliação, de acordo com o tamanho do pterígio e as características do seu olho.

Perguntas frequentes

Próximo passo

Quer saber se Pterígio é indicado para você?

A resposta começa com uma avaliação oftalmológica. Agende sua consulta e converse com a equipe médica.

A indicação de qualquer tratamento depende da avaliação oftalmológica.